Existem muitas pessoas que podem comer muito e ainda assim não engordar. Porém, será que ser magro é ser saudável? Ou ainda, alguém que apresente pouca gordura corporal visível tem imediatamente mais saúde?

Entenda mais sobre a relação entre a magreza, gordura e uma vida mais equilibrada.

O que a ciência diz sobre peso e saúde?

Um estudo feito pelo Hcor (Hospital do Coração de São Paulo) analisou a questão de magreza e saúde. A pesquisa foi feita com 26 modelos com idade entre 14 e 24 anos que desfilavam no São Paulo Fashion Week.

Os pesquisadores descobriram que as participantes não comiam bem e eram sedentárias. Com isso, apresentavam nutrientes abaixo do ideal como o ferro (11 miligramas de 18, o mais indicado) e potássio (1,7  gramas, enquanto a média é 3,4).

O estudo apontou ainda que as modelos consomem proteínas em excesso e poucas frutas. Logo, algumas estavam até mesmo desnutridas e com problemas intestinais. Apenas 30% das participantes praticavam exercícios físicos regulares.

As mulheres que desfilam no evento são consideradas padrão corporal que muitas jovens desejam ter. Porém, ainda que elas sejam magras estão muito distantes de serem exemplo de saúde, como comprovou a pesquisa.

Para ser saudável é preciso seguir bons hábitos como: ter uma alimentação equilibrada, ingerir a quantidade adequada de nutrientes, praticar atividades físicas, além de regularizar a produção de serotonina, hormônio responsável pelo prazer e bem-estar. Ou seja, perder peso isoladamente não significa ser ter uma vida mais sadia.

Qual a relação entre gordura, magreza e risco de doenças?

A ciência comprova que a obesidade aumenta riscos de diversas doenças, entre elas: hipertensão, diabetes e paradas respiratórias, como a apneia. Porém, o lado que não é contestado é que a magreza também pode desencadear diversas complicações.

Um corpo magro não indica saúde, assim como uma pessoa acima do peso considerado padrão, não está imediatamente doente. A gordura corporal não é um indicativo de enfermidades.

Uma pessoa pode ter o peso considerado ideal e ainda assim não praticar atividades físicas, não se alimentar de forma balanceada, beber em excesso ou fumar. Todas essas práticas contribuem para o adoecimento físico.

Porém, essa questão é ainda mais complicada, porque gordura ou magreza não determinam a predisposição a transtornos psicológicos. Alguém pode ter um corpo escultural, mas não conseguir vencer a depressão ou ansiedade.

Outro fator psicológico ainda inclui a distorção da autoimagem, que leva a dietas prejudiciais e uso de métodos agressivos para emagrecer, como laxantes ou ficar horas sem consumir alimentos.

Qual o conceito global de saúde segundo a OMS?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ser saudável consiste em apresentar um estado de pleno bem-estar físico, social e mental indo além da ausência de doenças.

Sendo assim, pessoas magras também podem estar doentes. Um fato a destacar é que a bulimia atinge a 5% da população mundial, enquanto a anorexia afeta 1%. Esses transtornos são diretamente ligados à imagem corporal. Fato que independe de quantos quilos alguém possui. 

Peso e saúde não andam juntos. Isso significa que a crença popular que ser magro é ser saudável, é apenas uma lenda. Para ter saúde, não basta estar dentro dos quilos exigidos para sua altura. É preciso ter equilíbrio físico, emocional e mental.

Cuide do seu bem-estar de uma forma completa. Se você tem problemas de estresse, mau-humor, depressão ou ansiedade, uma dica é experimentar um suplemento 100% natural. Eles agem aumentando a produção de serotonina, que proporciona mais prazer no dia a dia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *